sábado, 22 de novembro de 2008

Neve


Pela primeira vez vi neve!
Lá fora estão 5 graus negativos. Sim menos cinco graus!!!

Os meus pais soltam guinchos de satisfação. Eu nem sei bem que achar. Pensei que fosse normal.
Vamos ver como será quando sairmos para passear...

3 comentários:

  1. "Tombe la neige
    Tu ne viendras pas ce soir
    Tombe la neige
    et mon coeur s´habille de noir"
    Aqui está solinho bom, mas fresco.
    Pede aos papás que coloquem as correntes para te levarem ao passeio.
    Bom fim de semana branco
    Beijão

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  2. Batem leve, levemente,
    como quem chama por mim.
    Será chuva? Será gente?
    Gente não é, certamente
    e a chuva não bate assim.

    É talvez a ventania:
    mas há pouco, há poucochinho,
    nem uma agulha bulia
    na quieta melancolia
    dos pinheiros do caminho...

    Quem bate, assim, levemente,
    com tão estranha leveza,
    que mal se ouve, mal se sente?
    Não é chuva, nem é gente,
    nem é vento com certeza.

    Fui ver. A neve caía
    do azul cinzento do céu,
    branca e leve, branca e fria...
    – Há quanto tempo a não via!
    E que saudades, Deus meu!

    Olho-a através da vidraça.
    Pôs tudo da cor do linho.
    Passa gente e, quando passa,
    os passos imprime e traça
    na brancura do caminho...

    Fico olhando esses sinais
    da pobre gente que avança,
    e noto, por entre os mais,
    os traços miniaturais
    duns pezitos de criança...

    E descalcinhos, doridos...
    a neve deixa inda vê-los,
    primeiro, bem definidos,
    depois, em sulcos compridos,
    porque não podia erguê-los!...

    Que quem já é pecador
    sofra tormentos, enfim!
    Mas as crianças, Senhor,
    porque lhes dais tanta dor?!...
    Porque padecem assim?!...

    E uma infinita tristeza,
    uma funda turbação
    entra em mim, fica em mim presa.
    Cai neve na Natureza
    – e cai no meu coração.

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  3. A neve cai tapando as ruas
    Num manto corroído côr marfim
    Eu sigo só na multidão
    Para descobrir o homem que há em mim.

    Deixei para trás a vida cheia de loucura
    Fechei a porta onde não mais quero entrar.
    Ando ao acaso pelas ruas da cidade
    Assobiando, mãos nos bolsos a sonhar.

    Cai neve em Nova Iorque
    Há sol no meu país
    Faz-me falta Lisboa
    Para me sentir feliz

    Não há mais pôr-do-sol
    Em Sunset Boulevard
    Cai neve em Nova Iorque
    Ninguém vai-me encontrar.

    E foi assim que na 42nd Street
    Alguém me chama e oferece um cigarrinho.
    Muito obrigado, amigo, não
    Não vou fumar,
    Em Lisboa deixei esse caminho.

    Deixei para trás a vida cheia de loucura
    Fechei a porta onde não mais quero entrar.
    Ando ao acaso pelas ruas da cidade
    Assobiando, mãos nos bolsos a sonhar.

    Cai neve em Nova Iorque
    Há sol no meu país
    Faz-me falta Lisboa
    Para me sentir feliz

    Não há mais pôr-do-sol
    Em Sunset Boulevard
    Cai neve em Nova Iorque
    Ninguém vai-me encontrar.

    Cai neve em Nova Iorque
    Há sol no meu país
    Faz-me falta Lisboa
    Para me sentir feliz

    Não há mais pôr-do-sol
    Em Sunset Boulevard
    Cai neve em Nova Iorque
    Ninguém vai-me encontrar.

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